segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Umbanda é Caridade



É impressionante como surgiram entre os umbandistas tantas pessoas que conseguiram torcer as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas!!! Ficamos tristes quando vemos espalhados pelo Brasil os mesmos vendilhões da época de Jesus. Ficamos tristes ainda quando vemos tentativas humanas para anularem o papel missionário que Jesus exerceu na Terra. "Jesus foi apenas um revolucionário", dizem esses. "Jesus não falava do mundo espiritual, era material mesmo", afirmam outros. Independente do que fazem em torno do nome de Jesus, ficamos tristes e decepcionados com o desrespeito ao Caboclo das Sete Encruzilhadas e suas palavras de ordem para a Umbanda.

Oras, foi esse Caboclo, valente e humilde, quem determinou as bases da Umbanda! Foi Ele quem disse: "NÃO HAVERÁ COBRANÇAS PELA CARIDADE"! Na Umbanda os Espíritos irão baixar nos terreiros para a prática da caridade pura e desprovida de interesses (monetários ou não). Porém, exatamente como ele previu quando disse que o "vil metal" (dinheiro, para quem não sabe) iria macular a Umbanda, manchar sua bandeira de caridade, rasgar o testamento dos Caboclos e Pretos Velhos e queimar o Amor entre os irmãos, está acontecendo de forma escancarada e NINGUÉM faz nada para impedir isso!

Estão comercializando os dons divinos, NÃO HUMANOS, como se fossem propriedade particular!

Vende-se as palavras de um Preto Velho, como se fossem tirinhas de um jornal!

Cobra-se hoje para socorrer os desesperançados e os que nada têm para dar!

Em nome de uma suposta entrega abnegada ao "serviço espiritual", estipulam preços e valores por um trabalho que nem os próprios "trabalhadores" dão garantia. Quando o dão, não deixam nada assinado para posterior cobrança judicial! Já que é espiritual, não se pode assinar papéis de garantia de devolução do dinheiro cobrado, não é mesmo?

Ora, se realizam cobranças e recebem DINHEIRO por serviços prestados em nome de Deus, então por quê não dão recibos e notas fiscais? Por quê não recolhem os impostos como todo bom comerciante? Por quê não fazem declaração de renda para o Leão, como todo correto contribuinte faz?

Se querem cobrar, que assim o façam! Mas NÃO em nome da Umbanda!!! Criem outra religião! Inventem outro nome pro seus credos! Não copiem o nome sagrado da religião que veio à Terra para revelar de GRAÇA os Espíritos de Luz! Dêem outra denominação para suas Casas: URUBANDA! DINHEIBANDA! MOEBANDA! DOISBANDA! Ou outro nome que possa desvincular qualquer mácula das Casas genuinamente umbandistas.

Não somos contra as ofertas voluntárias!

Não somos quem deseja contribuir para o bem comum das Casas!

Mas daí, aproveitar para estipular um valor para atendimento. .. Vai uma distância muito grande. Quilométrica!
E é por causa desse estado de coisas que surge no cenário umbandista brasileiro a Campanha: Umbanda Pura é Caridade!, movida por um Grupo de umbandistas que pretende levar adiante a luta pela pureza dos trabalhos espirituais na Umbanda. Tal como preconizou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma Umbanda Pura, sem a mácula do ganho material. A Umbanda da Caridade!

Junte-se a esse Grupo! Seja também mais um que vai levantar a bandeira branca da Umbanda.

Salve a Caridade, Salve o Amor, Salve o Caboclo das Sete encruzilhadas, Salve Umbanda!

O Evangelho Segundo o Espiritismo.

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Preconceito Umbandístico



Queria falar de uma espécie de preconceito que existe, e muitas vezes não damos conta que existe, pois muitas vezes optamos por discutir o preconceito religioso, sendo este de fora pra dentro da nossa religião. Gostaria de adentrar no preconceito umbandístico (se o nome não existe, criei agora, muito embora desde 1908, acredito que deva existir o sentimento).
Há muito tempo, cada de um nós adquire experiências que se encaixam perfeitamente neste tema que estou abordando. É fato lastimável e quesito sustentador que comprova cada vez mais porque é a Umbanda uma religião que, embora linda, ainda seja motivo de galhofa... Mas galhofa porquê? Por que existem aqueles que atiram pedras? Sim, existem... Mas existem aqueles que dão motivo para tal. Talvez haja um culpado, mas se há, de quem seria? Da mídia que em programas de comédia pastelão, em novelas horripilantes, mas de grande audiência, falam do Exu que cobra pra fazer feitiço, da macumba na encruzilhada, da amarração do homem perfeito? É do Evangélico, público fiel que mais cresce no mundo (podem ser o que for, mas é uma realidade)? É do católico? Do Espírita que, em sua grande parte, olha torto para nós, achando que apesar de médiuns, trabalhamos com espíritos xucros e atrasados, viciados em bebida e fumo? Ou dos candomblecistas mal orientados que dizem que a Umbanda, apesar de ser uma ramificação deles (um absurdo), é fraca, pois vê os Orixás como santinhos e nossas mandinguinhas são de arroz doce? Não, a culpa é do umbandista. É ele o maior câncer preconceituoso que existe e depõe contra a própria religião.
É o umbandista vaidoso que, por saber um pouco mais que o outro, o julga ignorante e diz que este faz tudo errado.
É do umbandista orgulhoso umbandista invejoso umbandista irresponsável que acha que pode ir quando quer ao seu terreiro, fazer o que quiser e não dar satisfações aos seus dirigentes, sejam eles encarnados ou espirituais.
É o umbandista fanático e radical que acha que "tudo é o santo", não sabe caminhar com suas pernas e vive dependente do que os guias dirão e não admite outros conceitos.
É o umbandista babaca que fica criticando seus irmãos, usando de palavras irônicas e rindo das limitações dos mesmos, ironizando suas colocações humildes e de falta de oportunidade de conhecimento que este mesmo babaca teve. Que, ao ver que o seu irmão de fé, por trabalhar num outro terreiro e, diante disso, seguir as normas do seu Guia Chefe, tacha-o de errado e ignorante, por não fazer o seu ritual dentro da sua cartilha. É o que, por visitar o terreiro do irmão e reparar que este conseguiu colocar um piso novo, antiderrapante, enquanto o seu ainda é de cimento, critica-o veladamente, com o rótulo do esnobismo e ostentação. É o umbandista preguiçoso e maledicente que chama o irmão de visionário, só porque ele acredita que tudo deva ter um porque e diante disso, procurou aprender e estudar, enquanto esse acha que os guias fazem e resolvem tudo, enquanto ele apenas incorpora. É o umbandista melindroso que fecha sua cara e solta farpas, também veladas, quando é chamado à atenção por sair da disciplina e ser lembrado que sua conduto é anti-evangélica.
Como diz o Caboclo Ventania (lembrei-me agora das "Sete Lágrimas de um Preto Velho" do Matta e Silva), que ao vermos umbandistas assim, cuspindo no hino da umbanda, a fim de que reflitam não a luz divina, mas o néon de suas vaidades através dos holofotes de sua ignorância espiritual, os seus Guias e os Orixás choram. Choram lamentando por verem seus filhos e tutelados ciscando pela vida alheia, esquecendo-se da sua, não pegando uma minhoca sequer (essa eu já parafraseei o amigo Sr. Malandrinho).
Não estou aqui apontando ninguém, nem me julgando acima de nada, apenas refletindo, pois percebo que muitos umbandistas criaram um dogmatismo pessoal, uma vez que na Umbanda não existem dogmas. Se eu estivesse aqui julgando estaria sendo um umbandista inquisidor, e prefiro deixar o julgo para quem é de direito, com toda a Sua Justiça e Lei se aplicando, e ser um umbandista reflexivo, mas atuante, ativo, dentro da minha religião. Quero sim realçar que quando recebemos algo do Alto, iremos ser cobrados... A quem muito é dado, muito será cobrado... Por isso que também existe o umbandista covarde, pois tem medo do compromisso.
Foi apenas uma reflexão sobre este mal que assola pelo mundo e vemos acontecer na nossa Umbanda, tão eclética que respeita e abarca a todos os graus conscienciais dos filhos de fé que a amam. E esse preconceito velado existente, meus irmãos, como diria Aline Barros (cantora evangélica), é tremendo. Só que para ela o "tremendo" é o poder de Deus, que todos temos que concordar... Mas o tremendo a que me refiro é ao porte volumoso de preconceito incubado. É Aline, é tremendo... E tremendo fico eu, de nervoso, quando vejo ignorância, hipocrisia, utilitarismo por parte não dos leigos, mas dos que militam na nossa religião, sendo adeptos ou médiuns.
Axé para todos!

É NOSSO DIREITO TER A NOSSA RELIGIÃO...


Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil:

"Artigo 5º - VI: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e a suas liturgias."

No Código Penal Brasileiro consta:

"Artigo 140, § 3º _ "Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade na utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos e multa."

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mediunidade ter ou não ter?


Muitos que conhecem os terreiros de Umbanda e começan na assistencia, logo disperta a vontade de entrar na corrente. "Vestir Branco" , não é tap facil como muitas pessoas pensam, para muitos é dificil estar na gira é a entidade nao vim em terra.
Quase todos os mediuns se enxem de perguntas que nao teram as resposta emetiadamente.Como explicar o que é mediunidade?Como explicar a incorporaçao conciente e a inconciente? Ou mesmo éque Exu não é o Diabo?
Talvez devemos iniciar os ensinando os iniciantes,como é bom e bonito praticar a caridade e o amor.Isso sim é a pratica religiosidade, e o que viesse era conseguencia pelobem feito.
Ser medium não é apenas vestir Branco , ser medium é uma honra é um amor.
Devemos deixar nosso corpo leve para nossos mentores espirituais e e nossas entidades poderem vim.Vamos mostras a todos que mesmo não tento provas de certas coisas, não impede das entidades vim em terra  e faça sua caridade.
Devemos ter pacinecia porque como tudo nessa vida tem a sua hora enclusivel  a mediunidade não permitindo duvidas formem barreiras Muitas religiosos não questiona e nem pedem provas da existencia de DEUS, entao porque não acreditarmos nas entidades?
Nossa tarefa é manter a fé .Conforme o nome do artigo, voce leitor ja deve ter percebido que samos todos mediuns indepentende sua religiao.So queaceitar ou desenvolve muitas veses fica ao nosso criterio,por que todos temos nosso Livre- Arbitrio.
A escolha é so sua. Muito Axé

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PAI NOSSO DA UMBANDA


Pai-nosso que estas no céu, nos mares, na matas, e em todo mundo habitado.
Santificado seja o Teu nome, pelos teus filhos pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.
Que o teu reino do bem, do amor e da fraternidade nos huna a todos, a tudo que criastes, em torno da Sagrada Cruz, aos pés do divino salvador e redentor.
Que a tua vontade nos conduza sempre para o Culto do amor e da caridade daí hoje o pão do corpo, o fruto das matas, a água das fontes para nosso sustento material e espiritual.
Perdoa se merecemos as nossas faltas. E dá sublime sentimento de perdão para os que nos ofendem.
Não nos deixe sucumbir ante a luta, dissabores Ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões Pecaminosas da matéria.
Envia Pai um raio de tua Divina complacência luz e misericórdia, para os teus filhos pecadores que aqui labutam pelo bem da humanidade, nossa irmã. Amém.

O SEGREDO DE OGUM


Quando Ifé foi criada, tudo era felicidade e abundância. Os humanos e os orixás viviam, conjuntamente, num eterno clima de paz. Mas com o crescimento do mundo, o número de pessoas aumentava rapidamente, fazendo com que a comida se tornasse escassa. Assim, já não havia como sustentar tantas bocas.
Os orixás então se reuniram para discutir um meio de derrubar as grandes florestas para, com isso, aumentar a área de lavoura e acabar com a fome que já se avizinhava.
Ossãe, orixá das folhas, foi o primeiro a se oferecer para o desmatamento.
Desceu até o Aiê e pelejou durante dias, mas seu facão era de metal mole e não conseguia nem mesmo ferir as grandes árvores. Muito frustrado, ele voltou sem conseguir cumprir seu intento.
Depois dele, todos os orixás tentaram e, um a um, desceram para tentar cumprir a tarefa, mas pelo mesmo motivo, nenhum pode concretizá-la a contento.
Ogum que era o dono do segredo do ferro, dado a ele por Olorum, ofereceu-se para ir e experimentar seu facão. Mesmo sem acreditar no êxito, todos concordaram e ele desceu ao Aiê.
Em uma semana conseguiu desmatar uma grande floresta e assim o povo pôde plantar fazendo com que a prosperidade e a fartura voltassem a Ifé.
Ogum foi muito festejado por ter salvado a terra, mas deixou de ter sossego, pois todos, Orixás e humanos, viviam a cercá-lo pedindo para que lhes desvendasse o seu segredo.
Durante muito tempo relutando em atender aos pedidos, Ogum finalmente cedeu e ensinou aos Orixás o segredo do ferro.
Aos humanos deu o conhecimento da forja. Em pouco tempo todos tinham suas espadas, lanças, enxadas e vários instrumentos feitos daquele metal resistente.
E graças a ele a terra prosperou.
Saravá Ogum!